Magazine | OZONOTERAPIA
2020-03-03 00:15:53 http://spozonoterapia.pt/ Dr. Mário Tinoco Sociedade Portuguesa de Ozonoterapia

História

A Ozonoterapia é o conjunto de técnicas que utilizam o Ozono como agente terapêutico num grande número de patologias. É uma terapia totalmente natural com poucas contra-indicações e efeitos secundários mínimos, sempre que se realize correctamente.
A história da Ozonoterapia começa na Alemanha. O percursor do uso do Ozono foi Werner von Siemens, que em  1857 construiu o primeiro tubo de indução de administração de Ozono para a destruição de micro-organismos. As primeiras utilizações remontam à Primeira Guerra Mundial, onde foi utilizado como antisséptico local para tratamento das feridas de guerra. Posteriormente estendeu-se a todo o mundo aumentando as suas indicações. A partir da Segunda Guerra Mundial proibiu-se o seu uso na EEUU para todas as indicações em que competia com a medicamentos convencionais.

Apesar desta limitação, a Ozonoterapia na Europa continuou a encontrar grande aceitação dentro da Medicina Naturista e Tradicional tendo mais tarde os Russos que aceleraram as investigações desta nova terapia e transferiram os conhecimentos a todos os países aliados, nomeadamente em Cuba, onde foram desenvolvidas um grande parte das técnicas e protocolos terapêuticos da atualidade. Apesar que esta terapêutica também se expandiu no resto do mundo, sobretudo após a II Guerra Mundial.
Até aos anos 80, a Ozoterapia extendeu-se entre médicos  homeopatas, sendo ignorada pela Medicina tradicional ou Alopática, devido em grande parte a falta de investigação básica e aos poucos estudos controlados da sua eficácia.
Diversos centros Universitários em Cuba, Europa, Rússia, Polónia e China, começaram a investigar os efeitos fisiológicos do Ozono no organismo e alguns hospitais Universitários e Privados iniciam estudos controlados da sua eficácia.
Pouco a pouco os sistemas sanitários vão autorizando e regulando a aplicação desta terapia em torno da Medicina tradicional.

Em Espanha começou  a sua utilização nos anos 60, existindo a primeira referencia bibliográfica em 1963. Não obstante, a extensão do seu empregos dentro da Medicina alopática se produziu em 1999, após decisão de alguns especialistas médicos da sua utilização para o tratamento da hérnia discal. Posteriormente foram implementadas outras aplicações terapêuticas noutro tipo de patologias.
Em Portugal, o primeiro curso de Ozonoterapia de uso Médico  foi efectuado em 2004 em Lisboa tendo sido ministrado pelo médico Traumatólogo Dr. Alejandro Gonçalves, membro da direcção da AEPROMO e pelo Engº Manuel Gomez, Professor em Química e membro da Sociedade Espanhola de Ozonoterapia.
Atualmente a técnica está amplamente divulgada em Portugal e é implementada em diversas unidades públicas e privadas, estando regulamentada como terapia médica da Nomenclatura da Ordem dos Médicos de acordo com a publicação do Dec-Lei Nº 163/2013 de 24 de Abril.

 

Fundamentação da Ozonoterapia

OZONO EM MEDICINA

No uso médico combina-se uma mistura de Oxigénio e Ozono  denominado Ozono Médico em que o Ozono ( O3 ) se encontra presente em concentrações (1 a 80 microgramas/mililitro) 30 vezes inferiores com o respectivo uso industrial.

As concentrações superiores a 2 microgramas / litro são tóxicas por via inalatória. A ausência de efetividade sistémica das concentrações menores que esta cifra e o elevado risco de complicações levou à proibição da sua utilização por via inalatória. Por este motivo, o Ozono Médico não é considerado como Gás Medicinal.

As concentrações superiores a 100 microgramas/ml são tóxicas por via parenteral, aumentando as possíveis complicações. Os diferentes tecidos têm um nível máximo de toxicidade que depende das propriedades antioxidantes dos mesmos.

Em concentrações ideais de Ozono Médico, demonstrou-se ausência de efeitos teratogénicos e cancerígenos em animais de experimentação e em pacientes humanos voluntários. Igualmente verificou-se ausência de complicações em diversos estudos clínicos à excepção dos referenciados com má prática clínica médica.  Daí a importância de seguimento de protocolos clínicos terapêuticos adequados, nomeadamente os constantes na Declaração de Madrid

Efeitos bioquimicos do Ozono

Os efeitos bioquímicos do Ozono no corpo humano são os seguintes :

  • Aceleração do uso da Glucose por parte da células
  • Intervenção no metabolismo das proteínas, graças à sua afinidade com o grupo dos sulfídricos
  • Reacção directa com os ácidos gordos insaturados que se transformam em compostos hidrossolúveis
  • Modulação do stress oxidativo redutivo por regulação dos enzimas oxidantes naturais
  • Modulação de enzimas e citoquinas na inflamação

EFEITOS FISIOLÓGICOS DO OZONO

Os efeitos fisiológicos do ozono no corpo humano são:

  1. Ação directa na aplicação local , através das propriedades desinfectantes e tróficas do Ozono.
  2. Efeito sistémico antibacteriano e antiviral devido à discreta formação de peróxidos.
  3. Modulação do sistema imunitário.
  4. Aumento da fluidez dos glóbulos vermelhos.
  5. Aumento da produção nos glóbulos vermelhos do 2.3.difosfoglicerato, responsável pela libertação de O2 nos tecidos.
  6. Melhora a microcirculação por acção vasoreguladora do endotélio.

 

Aplicações Clínicas

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DO OZONO

Local:

  • Mediante a aplicação de uma campânula de plástico ou bolsa ( bolsoterapia ) onde se faz fluir o Ozono em concentração hiperbárica. Este método é utilizado sobretudo em presença de feridas de decúbito e úlceras varicosas.
  • Infiltrações intra-articulares, peri-articulares, intra-discais e intra-foraminais
  • Água e Soro Fisiológico Ozonizado, Óleos e Cremes Ozonizados, Óvulos Ozonizados
  • Dentro de cavidades – Intravesical, intravaginal, ótica, intrafistular

Sistémica:

Pode ser intravenosa ( Auto-hemoterápia Maior), Intramuscular ( Auto-hemoterápia menor ) ou rectal.

  • No primeiro caso o método de utilização de administração realiza-se extraindo sangue venoso ( 100 a 200 ml )  que se trata com Ozono médico para sua posterior reinfusão.
  • No segundo caso, o método de administração realiza-se extraindo cerca de 10 a 20 ml de sangue do paciente e procedendo de forma idêntica ao procedimento anterior, porém, realizando uma injecção intramuscular do sangue tratado.
  • A insuflação Rectal realiza-se aplicando directamente o gás através da utilização de uma sonda fina, como se tratasse de um enema.

 

APLICAÇÕES DO OZONO

As aplicações em Oznoterapia são determinadas em função dos seus efeitos fisiológicos bem conhecidos. Isto determina o amplo número de patologias nas quais resulta a sua utilidade de forma isolada ou como terapia complementar.
As concentrações e modo de aplicação variam em função do problema a tratar, na qual a concentração de Ozono determina o tipo de efeito biológico que produz e o modo de aplicação determina o âmbito de acção no organismo.
Assim, podem beneficiar da Ozonoterapia as patologias com origem inflamatória e dolorosa, infecciosa, isquémica, e as alterações do stress oxidativo.

Aparelho Locomotor:

  • Artrose ( da Anca, do Joelho, da Coluna Vertebral , etc. )
  • Artrite Reumatóide e outras doenças autoimunes
  • Bursites e tendinites
  • Fibromialgia Reumática
  • Hérnia discal e conflitos discorradiculares
  • Estenoses do canal
  • Síndrome do túnel cárpico e outras neuropatias periféricas
  • Tratamento local de processos sépticos ( osteomielites )

Aparelho Cardiovascular:

  • Varizes e úlceras varicosas
  • Pé diabético
  • Tromboflebites
  • Escaras
  • Arterioderosis
  • Claudicação Intermitente
  • Insuficiência Venosa e Linfedema
  • Ruptura de capilares
  • Cardiopatia isquémica

Aparelho Digestivo:

  • Hepatites víricas ( B e C )
  • Colite ulcerosa
  • Doença de Crhon
  • Fistulas perineais
  • Hemorroidas
  • Proctitis
  • Ulceras gástricas

Medicina Estética e Dermatologia:

  • Lipodermitis e lipodistrofias localizadas ( Celulite )
  • Lipomatosis
  • Acne
  • Processos ectmatosos
  • Herpes Simplex e Zoster
  • Micoses
  • Queimaduras
  • Cicatrizes
  • Viríase cutânea
  • Psoríase
  • Mucositis

Neurologia:

  • Cefaleia Vascular
  • Depressão
  • Dor de cabeça
  • Doença de Parkinson
  • Demência Senil
  • Arteriosclerose cerebral
  • Alzheimer

Ginecologia:

  • Vulvovaginites de repetição
  • Infecções genito-urinárias por vírus , fungos e bactérias
  • Processos inflamatórios e abcessos da mama
  • Complicações sépticas obstétricas e puerpérias ( infecções pós operatórias em cesarianas )

Oftalmologia:

  • Glaucoma de ângulo aberto
  • Neuropatia Óptica
  • Retinosis pigmentária
  • Degeneração macular senil

Medicina Dentária:

  • Cirurgia Oral
  • Implantologia
  • Periodontologia
  • Dor Orofacial
  • Dessensibilização Dentária
  • Endodontia
  • Colútorio Oral
  • Irrigação periodontal
  • Desinfeção de superfícies

Geriatria:

  • Cansaço e fadiga crónica
  • Perca de memória

Otorrinolaringologia:

  • Amigdalite crónica
  • Faringite infecciosa
  • Síndrome vestíbulococlear periférico



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